Sou Vascaíno, Obdulista, Maradoniano e Pelé. Latino americano do Varjão. Este Blog tem com intenção divulgar minhas reflexões políticas-sociais e de futebol em geral. "Liberdade sem socialismo é privilégio, injustiça; socialismo sem liberdade é brutalidade e escravidão " Bakunin
quinta-feira, julho 02, 2009
segunda-feira, junho 22, 2009
Irã
Com isso deu-se um golpe com apoio da CIA e KGB em Mossadegh. Durante mais de 20 anos uma coalização de diversos grupos políticos, de Islâmicos Políticos a Comunistas passaram a atuar contra o governo do Xá.
Em 1979, explode a Revolução Iraniana com o retorno do exílio do Aiatolá Khomeini que contará com apoio socialista, comunista, nacionalista e liberal.
A ala islâmica da coalisão começa então a esmagar todo os outros grupos contrários a uma República Islâmica. Nos anos 80 se inicia uma Guerra entre Irã e Iraque, de Saddam, financiada pelos Estados Unidos.
Atualmente ocorre uma fissura na elite político-religiosa do país, com o Mir Hossein Mossavi, ex primeiro ministro na década de 80, enfrentando o aitolá Ali Khamenei que apoia o atual presidente, Mahmoud Ahmadinejad, um ex-militar.
A animação Persepolis, de 2007, de Marjane Satrapi e Vincent Paronnaud, que baseia-se nos quatro volumes da novela gráfica autobiográfica de Satrapi com o mesmo título, conta a história do Irã contemporâneo através da história de vida de uma criança.
Outro filme que em apenas uma cena ilustra bem o golpe de 1953, é Mundo Livre S.A (It's a Free World...), do britânico Ken Loach.
Mais artigos:
De Mossadegh a Ahmadinejad. A CIA e o Laboratório Iraniano
http://www.resistir.info/irao/meyssan_17jun09.html
Irã: A mentira das "eleições roubadas"
http://www.resistir.info/petras/petras_18jun09.htmlIrã, inimigo número um do Ocidente?, Alastair Crooke
http://diplo.uol.com.br/2009-02,a2790sábado, junho 20, 2009
O Capital marcha "tranquilim"
No Paraná a Bosch demitiu cerca de 900 operários.
sábado, junho 06, 2009
quinta-feira, junho 04, 2009
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“o povo se rebelou”
Nesse mundão.
Révolte
revolta,
revolt,
revuelta,
rivolta,
εξέγερση,
تمرد
Rômulo Castro
20 anos de Tiananmen
A imagem acima é uma estátua representando a liberdade nos protestos de Tiananmen, em 04 de junho de 1989. Isso é o capital
A Medley, empresa farmacêutica, foi comprada pela Francesa Sanofi-Aventis.
Na França, o desemprego na População Economicamente Ativa é de 8,8%, segundo estatísticas oficiais.
segunda-feira, junho 01, 2009
Mais KAPITAL
A MARFRIG é a maior empresa privada do Uruguai. É controlada pela MMS Participações (50,44%) e o BNDES Par tem 14,66. O grupo Osi possui 7,57 e outros acionistas 27,13%.
A empresa possui uma central de distribuição em Santo André, 13 plantas de abate (9 no Brasil, 3 no Uruguai e uma na Argentina), 7 de industrializados e processados (cinco no Brasil, uma no Uruguai e uma no Chile) e 2 tradings (Chile e Reino Unido), com capacidade de abate diário de 13.700 cabeças.
O Grupo Marfrig tem 15 mil trabalhadores.
A JBS (FRIBOI) adquiriu a Five Rivers Cattle Feeding, dos EUA, de confinamento de gados.
A GM anunciou sua concordata e uma dívida de 172 bilhões de doláres. Agora os controladores da empresa serão: governo dos EUA (60%), governo do Canadá (12,5%), Sindicato dos Trabalhadores - UAW (17,5%) e 10% para outros credores.
A GM já utilizou 50 bilhões de doláres do governo Americano. Agora a empresa ficará com as seguintes marcas: Chevrolet, Cadillac, GMC e Buick.
Ainda assim serão demitidos mais 8 mil operários.
A OPEL, marca da GM na Europa, foi vendida para a empresa de autopeças Magna, do Canadá.
A Chrysler também teve seus ativos distribuídos para: fundos de pensão dos aposentado da empresa (55%), Fiat (20%) e o restante para o governo dos EUA e Canadá.
É interessante notar que todo esse processo de demissão e reestruturação das duas empresas, com mudança do controle da propriedade do capital é totalmente dirigido pelo Estado Norte Americano.
Essa crise demonstrou que o Estado se fortaleceu ainda mais e que a classe trabalhadora está totalmente desorganizada.
Sinais de um Tempo
Por todo mundo
As estrelas nem brilham.
A luz fosca,
Um zumbindo,
Uma mosca.
Um mundo de cabeças ocas,
Sem ocas.
O povo jogado
Em uma fossa abissal.
Sinais de um tempo em mudança,
Velhos fracassados, jovens perdidos.
Milhares de cores e sons
Tumultuam nossos cérebros.
Nos edifícios, Palácios-Mansões
Importantes.
O povo impotente
E a sua vida bebida
Em uma taça imponente.
Rômulo Castro
sexta-feira, maio 29, 2009
quinta-feira, maio 28, 2009
A Marcha do Capital
A Perdigão anuncia compra da Sadia, formando a Brasil Foods.
A Sanofi-Aventis inicia o processo de aquisição da Medley.
Banco do Brasil compra Nossa Caixa e Banco Votorantin.
Demissão de mais de 4000 operários na EMBRAER
Demissão de mais 800 na USIMINAS no mês de maio.
A NIKON, japonesa, demite 1000 funcionários com contrato temporário.
sábado, janeiro 03, 2009
terça-feira, setembro 23, 2008
Sobre as Eleições...
"Quem quer que seja que ponha as mãos sobre mim, para me governar, é um usurpador, um tirano. Eu o declaro meu inimigo” (Proudhon)
quarta-feira, junho 04, 2008
Nova Friburgo 200 anos: 100 anos de autocracia burguesa.
"Privatizaram sua vida, seu trabalho, sua hora de amar e seu direito de pensar. É da empresa privada o seu passo em frente, seu pão e seu salário. E agora não contente querem privatizar o conhecimento, a sabedoria, o pensamento, que só à humanidade pertence."
Bertolt Brecht
"O povo não deve temer seu governos. Mas o governo deve temer seu povo" - "V", na HQ de V for Vendetta
Duzentos anos: para quem? Parte I (rascunho)
A Classe Operária foi destruída por questões políticas e econômicas locais, nacionais e mundiais. Hoje já não tem mais a força que um dia, em tese, teve. A Classe Operária não foi ao paraíso, aquela Classe que começou a ser formada no inicio do século perdeu a luta de classes. Isso, luta de classes. E para aqueles empresários, juízes, comerciantes, deputados estudais e federais, vereadores, burocratas sindicais, tecnocratas que falam em coesão social, e acreditam que a luta de classes morreu, aí vai um alerta....Não comemorem tão antecipadamente, porque perdermos uma primeira parte do jogo.
Não acredito em caridade, e se um comerciante-deputado distribui sorrisos, emendas e agrados políticos-econômicos é porque seu único interesse é dominar. Ainda que isto seja inconscientemente. É bom lembrar que o empresário enriquece a partir da exploração efetiva sobre o trabalhador. Para não deixar dúvidas. Ele explora. Ele domina. Não houve nenhuma refutação cientifica da Teoria do Valor Trabalho.
Então essa comemoração resgata a história de quem? A nossa história? Não. Ela resgata a história da louvação, do progresso. Nós somos os filhos oprimidos e explorados desta colônia suíça que FRACASSOU, somos, em parte, descendentes de CAMPONESES POBRES, de ex-escravos, que formaram a Classe Operária.
Os empresários e a elite política hoje encontram uma classe sem classe, uma classe subalterna de costureiras, comerciários e metalúrgicos que não se olham enquanto classe antogônica a esses vampiros modernos. “Nós somos os produtores” nascidos desta sociedade exploração.
E a nova geração? A minha e as que chegam agora no mundo real? De maneira geral uma parte trabalhará no comércio e nas poucas indústrias. As mulheres continuaram sua dura jornada tripla de trabalho (casa-estudo-trabalho), principalmente exploradas em confecções.
A cidade cresce e ouvimos o chororó do crescimento de “favelas” e bairros pobres. Mas aqueles que reclamam não entendem que a questão da habitação está associada aos baixos salários e a especulação imobiliária.
As chuvas de janeiro de 2007 vieram, passaram, destruíram....e a população pobre, oprimida, se levanta, ou tenta se levantar contra empresários e políticos que sentados em seus escritórios e gabinetes, em suas confortáveis casas em belíssimos locais não dão a mínima para os trabalhadores, a não ser quando ele não vai bater cartão.
Mas nós, Netos e Filhos da Classe Operária temos que re-construir sob os escombros da velha a nova Classe Operária, mas firme, convicta e radical em suas aspirações de libertação da humanidade, de destruição dos capitalistas. E não se esqueçam de 2000, pois tem uma geração de filhos e netos de operários que não se esqueceram.
Em lembrança a 1968....
Notre espoir ne peut venir que des sans-espoir. (Hall Sciences Po.) (A nossa esperança não pode vir senão dos desesperados)
Nós somos ratos (talvez) e mordemos.
Não me libertem, eu encarrego-me disso
Não reivindicaremos nada. Não pediremos nada. Conquistaremos. Ocuparemos
terça-feira, maio 06, 2008
quarta-feira, abril 30, 2008
Primeiras Impressões do Mundo Oriental e Platino
A primeira impressão: uma pequena cidade de fronteira, com free shops, celeiros e bem pequena. Uma população empobrecida. Uma região inserida no mundo em um ambiente moderno-antigo. Um ambiente com ares de ficção, com a tentativa de inserção em um mundo melhor. O que chega desse mundo global: coca-cola, perfumes e produtos chineses. No meio disso tudo, os maravilhosos doces de leites uruguaios.
A língua é uma pequena barreira, superada com paciência de acostumar o cérebro a nova língua, o ouvido ao novo som. No dia seguinte a viagem se inicia cortando o centro-norte uruguaio no meio de plantações de soja e arroz, de criação de ovelha e gado. As cercas de titânio demarcam o latifúndio que empobrecem a população e sobre o manto da propriedade privada começa a segunda destruição dos pampas, dessa vez mais ecológica e aumentando a pobreza do interior: os eucaliptos. Vastas extensões de terras com a monocultura do eucalipto para servir de matéria prima para empresas “papeleras” que se instalam na bacia do prata e nas beiras do rio uruguai em uma nova onda colonialista, dessa vez dentro do ultra-imperialismo que marca o atual estágio do capitalismo.
As cidades são todas pequenas, a capital do departamento de Treinta y Três demonstra isso. São perspectivas que nunca tinha imaginado.Assim, pela rota oito vamos chegando a Montevidéu e cortando uma área periférica, bairros com casas simples de alvenaria e sem calçamento, mas sem a concentração populacional de metrópoles como Rio e São Paulo, e mesmo Porto Alegre. Na Rua uma frota bem antiga de carros.
Dia 09 de janeiro, chegamos ao terminal Três Cruces. Um ambiente novo, com informações turísticas necessárias para viajantes independentes. Dali um táxi até hotel e um percurso que nos apresenta um pouco da cidade, com bastante prédios históricos e pouco prédios modernos, mas em uma impressão superficial, muito melhor que a pressão imobiliária que atualmente assola a cidade do Rio, de Niterói e de Nova Friburgo, em menor grau. Pichações com causas políticas-sociais por toda a parte. A cidade nos trás um bom clima. No primeiro passeio uma passagem pela Plaza Independência rumo a Ciudade Vieja e ao porto.
A Bacia do Prata nos é apresentada, o rio mar, por onde escorreram o sangue, dos negros e charruas, e a prata para enriquecer a famosa Europa. O primeiro assalto as riquezas da América Latina. O porto está bem movimentado, cheio de containeres, possivelmente de produtos de origem chinesa para abastecer as lojas e os free-shops nas fronteiras do país.
O mate, chimarrão, é cotidiano. Nas ruas as pessoas com suas cuias e garrafas térmicas. Muitos idosos. Desde Pelotas que o dia é longo, e isso parece dar um ar de tranqüilidade a maior cidade do Uruguay, com quase a metade da população. Essa migração campo-cidade se agrava com a falta de uma reforma agrária pelo interior do país. Se não tem os problemas que assolam as grandes capitais do país, poderá um dia acontecer.
A influência brasileira é muito grande, se escuta muita música brasileira, principalmente MPB e samba, como Maria Bethânia, Alcione, Beth Carvalho e Martinho da Vila. A qualidade de vida parece ser muito boa, o custo de vida é mais barato. Mas a “barra” pesa para os Uruguaios, comparativamente os salário mínimo é o mesmo do Brasil, o que para uma família com certeza é muito difícil para sobreviver. O transporte é bem barato. A frota de carro e ônibus é bem antiga, mas já há ônibus novos, principalmente de fábricas chinesas. Me parece que há um comércio bem forte Uruguai-China.
Estando lá, em outro país, percebemos o quanto o Brasil vem se tornando um Estado Imperialista. Como diz Bakunin: Estado é dominação. È isso que me parece acontecer, os sindicatos protestam contras as empresas brasileiras que vem comprando empresas uruguaias e mesmo conseguindo concessão do governo para exploração no país. Por toda Montevidéu pichações contra a Camargo Corrêa, construtora brasileira. Por outro lado um grande dilema e debate assolam o Uruguai e toda parte sul da América Latina, a plantação de monocultura de Eucalipto e a instalação de Fábricas de Celulose. O Governo uruguaio já autorizou o plantio e a construção de fábricas, como a norueguesa ENCE. A estrutura agrária concentrada facilita esta implementação. O governo clama por esses investimentos, uma vez que o economia uruguaia está assentada na pecuária, e a celulose é importante comoditties no mercado internacional, que vem crescendo com a formação de uma sociedade do consumo no BRIC(Brasil, Rússia, Índia e China) .Assim, segundo o governo da Frente Ampla, que conta com a participação dos TUPAMAROS, se auto-nomeia capitalismo progressita. Se é que isso é possível. Enfim, o MLN-Tupamaros se adequou a ordem, em todos os sentidos. A ditadura Uruguai estabeleceu uma emigração forçada, uma diáspora que deixou o país quase seco de forças sociais e coletivas que pudessem encher de energia as ruas e transformar radicalmente esse pequeno país. Talvez a tranqüilidade que Montevidéu me causou esteja no fato de que, diferentemente da babilônia carioca/brasileira, de muitas crianças e jovens, lá há relativamente menos.
quarta-feira, abril 16, 2008
ESSE GRANDE SIMULACRO
como se nunca houvesse existido
os ardentes olhos da alma
ou os lábios da pena órfã
cada vez que nos dão aulas de amnésia
e nos obrigam a apagara embriaguez do sofrimento
convenço-me de que meu território
não é a ribalta de outros
Em meu território há martírios de ausência
resíduos de sucessos
subúrbios enlutados
mas também singelezas de rosa
pianos que arrancam lágrimas
cadáveres que ainda olham de seus hortos
lembranças imóveis em um poço de colheitas
sentimentos insuportavelmente atuais
que se negam a morrer no escuro
O esquecimento está tão cheio de memória
que às vezes não cabem as lembranças
e rancores precisam ser jogados pela borda
no fundo o esquecimento é um grande simulacro
ninguém sabe nem pode
ainda que queira
esquecer
um grande simulacro abarrotado de fantasmas
esses romeiros que peregrinam pelo esquecimento
como se fosse o caminho de santiago
o dia ou a noite em que o esquecimento estale
exploda em pedaços ou crepite
as lembranças atrozes e as de maravilhamento
quebrarão as trancas de fogo
arrastarão afinal a verdade pelo mundo
e essa verdade será a de que não há esquecimento
(Mario Benedetti)

