"Não se deixar cooptar, não se deixar liquidar e garanta vitórias para o povo" - Florestan Fernandes (1920-1995)
Sou Vascaíno, Obdulista, Maradoniano e Pelé. Latino americano do Varjão. Este Blog tem com intenção divulgar minhas reflexões políticas-sociais e de futebol em geral. "Liberdade sem socialismo é privilégio, injustiça; socialismo sem liberdade é brutalidade e escravidão " Bakunin
sexta-feira, maio 29, 2009
quinta-feira, maio 28, 2009
A Marcha do Capital
A Perdigão anuncia compra da Sadia, formando a Brasil Foods.
A Sanofi-Aventis inicia o processo de aquisição da Medley.
Banco do Brasil compra Nossa Caixa e Banco Votorantin.
Demissão de mais de 4000 operários na EMBRAER
Demissão de mais 800 na USIMINAS no mês de maio.
A NIKON, japonesa, demite 1000 funcionários com contrato temporário.
sábado, janeiro 03, 2009
terça-feira, setembro 23, 2008
Sobre as Eleições...
"Quem quer que seja que ponha as mãos sobre mim, para me governar, é um usurpador, um tirano. Eu o declaro meu inimigo” (Proudhon)
quarta-feira, junho 04, 2008
Nova Friburgo 200 anos: 100 anos de autocracia burguesa.
"Privatizaram sua vida, seu trabalho, sua hora de amar e seu direito de pensar. É da empresa privada o seu passo em frente, seu pão e seu salário. E agora não contente querem privatizar o conhecimento, a sabedoria, o pensamento, que só à humanidade pertence."
Bertolt Brecht
"O povo não deve temer seu governos. Mas o governo deve temer seu povo" - "V", na HQ de V for Vendetta
Duzentos anos: para quem? Parte I (rascunho)
A Classe Operária foi destruída por questões políticas e econômicas locais, nacionais e mundiais. Hoje já não tem mais a força que um dia, em tese, teve. A Classe Operária não foi ao paraíso, aquela Classe que começou a ser formada no inicio do século perdeu a luta de classes. Isso, luta de classes. E para aqueles empresários, juízes, comerciantes, deputados estudais e federais, vereadores, burocratas sindicais, tecnocratas que falam em coesão social, e acreditam que a luta de classes morreu, aí vai um alerta....Não comemorem tão antecipadamente, porque perdermos uma primeira parte do jogo.
Não acredito em caridade, e se um comerciante-deputado distribui sorrisos, emendas e agrados políticos-econômicos é porque seu único interesse é dominar. Ainda que isto seja inconscientemente. É bom lembrar que o empresário enriquece a partir da exploração efetiva sobre o trabalhador. Para não deixar dúvidas. Ele explora. Ele domina. Não houve nenhuma refutação cientifica da Teoria do Valor Trabalho.
Então essa comemoração resgata a história de quem? A nossa história? Não. Ela resgata a história da louvação, do progresso. Nós somos os filhos oprimidos e explorados desta colônia suíça que FRACASSOU, somos, em parte, descendentes de CAMPONESES POBRES, de ex-escravos, que formaram a Classe Operária.
Os empresários e a elite política hoje encontram uma classe sem classe, uma classe subalterna de costureiras, comerciários e metalúrgicos que não se olham enquanto classe antogônica a esses vampiros modernos. “Nós somos os produtores” nascidos desta sociedade exploração.
E a nova geração? A minha e as que chegam agora no mundo real? De maneira geral uma parte trabalhará no comércio e nas poucas indústrias. As mulheres continuaram sua dura jornada tripla de trabalho (casa-estudo-trabalho), principalmente exploradas em confecções.
A cidade cresce e ouvimos o chororó do crescimento de “favelas” e bairros pobres. Mas aqueles que reclamam não entendem que a questão da habitação está associada aos baixos salários e a especulação imobiliária.
As chuvas de janeiro de 2007 vieram, passaram, destruíram....e a população pobre, oprimida, se levanta, ou tenta se levantar contra empresários e políticos que sentados em seus escritórios e gabinetes, em suas confortáveis casas em belíssimos locais não dão a mínima para os trabalhadores, a não ser quando ele não vai bater cartão.
Mas nós, Netos e Filhos da Classe Operária temos que re-construir sob os escombros da velha a nova Classe Operária, mas firme, convicta e radical em suas aspirações de libertação da humanidade, de destruição dos capitalistas. E não se esqueçam de 2000, pois tem uma geração de filhos e netos de operários que não se esqueceram.
Em lembrança a 1968....
Notre espoir ne peut venir que des sans-espoir. (Hall Sciences Po.) (A nossa esperança não pode vir senão dos desesperados)
Nós somos ratos (talvez) e mordemos.
Não me libertem, eu encarrego-me disso
Não reivindicaremos nada. Não pediremos nada. Conquistaremos. Ocuparemos
terça-feira, maio 06, 2008
quarta-feira, abril 30, 2008
Primeiras Impressões do Mundo Oriental e Platino
A primeira impressão: uma pequena cidade de fronteira, com free shops, celeiros e bem pequena. Uma população empobrecida. Uma região inserida no mundo em um ambiente moderno-antigo. Um ambiente com ares de ficção, com a tentativa de inserção em um mundo melhor. O que chega desse mundo global: coca-cola, perfumes e produtos chineses. No meio disso tudo, os maravilhosos doces de leites uruguaios.
A língua é uma pequena barreira, superada com paciência de acostumar o cérebro a nova língua, o ouvido ao novo som. No dia seguinte a viagem se inicia cortando o centro-norte uruguaio no meio de plantações de soja e arroz, de criação de ovelha e gado. As cercas de titânio demarcam o latifúndio que empobrecem a população e sobre o manto da propriedade privada começa a segunda destruição dos pampas, dessa vez mais ecológica e aumentando a pobreza do interior: os eucaliptos. Vastas extensões de terras com a monocultura do eucalipto para servir de matéria prima para empresas “papeleras” que se instalam na bacia do prata e nas beiras do rio uruguai em uma nova onda colonialista, dessa vez dentro do ultra-imperialismo que marca o atual estágio do capitalismo.
As cidades são todas pequenas, a capital do departamento de Treinta y Três demonstra isso. São perspectivas que nunca tinha imaginado.Assim, pela rota oito vamos chegando a Montevidéu e cortando uma área periférica, bairros com casas simples de alvenaria e sem calçamento, mas sem a concentração populacional de metrópoles como Rio e São Paulo, e mesmo Porto Alegre. Na Rua uma frota bem antiga de carros.
Dia 09 de janeiro, chegamos ao terminal Três Cruces. Um ambiente novo, com informações turísticas necessárias para viajantes independentes. Dali um táxi até hotel e um percurso que nos apresenta um pouco da cidade, com bastante prédios históricos e pouco prédios modernos, mas em uma impressão superficial, muito melhor que a pressão imobiliária que atualmente assola a cidade do Rio, de Niterói e de Nova Friburgo, em menor grau. Pichações com causas políticas-sociais por toda a parte. A cidade nos trás um bom clima. No primeiro passeio uma passagem pela Plaza Independência rumo a Ciudade Vieja e ao porto.
A Bacia do Prata nos é apresentada, o rio mar, por onde escorreram o sangue, dos negros e charruas, e a prata para enriquecer a famosa Europa. O primeiro assalto as riquezas da América Latina. O porto está bem movimentado, cheio de containeres, possivelmente de produtos de origem chinesa para abastecer as lojas e os free-shops nas fronteiras do país.
O mate, chimarrão, é cotidiano. Nas ruas as pessoas com suas cuias e garrafas térmicas. Muitos idosos. Desde Pelotas que o dia é longo, e isso parece dar um ar de tranqüilidade a maior cidade do Uruguay, com quase a metade da população. Essa migração campo-cidade se agrava com a falta de uma reforma agrária pelo interior do país. Se não tem os problemas que assolam as grandes capitais do país, poderá um dia acontecer.
A influência brasileira é muito grande, se escuta muita música brasileira, principalmente MPB e samba, como Maria Bethânia, Alcione, Beth Carvalho e Martinho da Vila. A qualidade de vida parece ser muito boa, o custo de vida é mais barato. Mas a “barra” pesa para os Uruguaios, comparativamente os salário mínimo é o mesmo do Brasil, o que para uma família com certeza é muito difícil para sobreviver. O transporte é bem barato. A frota de carro e ônibus é bem antiga, mas já há ônibus novos, principalmente de fábricas chinesas. Me parece que há um comércio bem forte Uruguai-China.
Estando lá, em outro país, percebemos o quanto o Brasil vem se tornando um Estado Imperialista. Como diz Bakunin: Estado é dominação. È isso que me parece acontecer, os sindicatos protestam contras as empresas brasileiras que vem comprando empresas uruguaias e mesmo conseguindo concessão do governo para exploração no país. Por toda Montevidéu pichações contra a Camargo Corrêa, construtora brasileira. Por outro lado um grande dilema e debate assolam o Uruguai e toda parte sul da América Latina, a plantação de monocultura de Eucalipto e a instalação de Fábricas de Celulose. O Governo uruguaio já autorizou o plantio e a construção de fábricas, como a norueguesa ENCE. A estrutura agrária concentrada facilita esta implementação. O governo clama por esses investimentos, uma vez que o economia uruguaia está assentada na pecuária, e a celulose é importante comoditties no mercado internacional, que vem crescendo com a formação de uma sociedade do consumo no BRIC(Brasil, Rússia, Índia e China) .Assim, segundo o governo da Frente Ampla, que conta com a participação dos TUPAMAROS, se auto-nomeia capitalismo progressita. Se é que isso é possível. Enfim, o MLN-Tupamaros se adequou a ordem, em todos os sentidos. A ditadura Uruguai estabeleceu uma emigração forçada, uma diáspora que deixou o país quase seco de forças sociais e coletivas que pudessem encher de energia as ruas e transformar radicalmente esse pequeno país. Talvez a tranqüilidade que Montevidéu me causou esteja no fato de que, diferentemente da babilônia carioca/brasileira, de muitas crianças e jovens, lá há relativamente menos.
quarta-feira, abril 16, 2008
ESSE GRANDE SIMULACRO
como se nunca houvesse existido
os ardentes olhos da alma
ou os lábios da pena órfã
cada vez que nos dão aulas de amnésia
e nos obrigam a apagara embriaguez do sofrimento
convenço-me de que meu território
não é a ribalta de outros
Em meu território há martírios de ausência
resíduos de sucessos
subúrbios enlutados
mas também singelezas de rosa
pianos que arrancam lágrimas
cadáveres que ainda olham de seus hortos
lembranças imóveis em um poço de colheitas
sentimentos insuportavelmente atuais
que se negam a morrer no escuro
O esquecimento está tão cheio de memória
que às vezes não cabem as lembranças
e rancores precisam ser jogados pela borda
no fundo o esquecimento é um grande simulacro
ninguém sabe nem pode
ainda que queira
esquecer
um grande simulacro abarrotado de fantasmas
esses romeiros que peregrinam pelo esquecimento
como se fosse o caminho de santiago
o dia ou a noite em que o esquecimento estale
exploda em pedaços ou crepite
as lembranças atrozes e as de maravilhamento
quebrarão as trancas de fogo
arrastarão afinal a verdade pelo mundo
e essa verdade será a de que não há esquecimento
(Mario Benedetti)
segunda-feira, março 31, 2008
sexta-feira, fevereiro 08, 2008
SAUDADES MACHADIANAS
Da cidade e principalmente das pessoas que conheci.
Poucos dias
Que se transformaram
Em décadas.
Recordações memoráveis
De uma semana maravilhosa.
Bateu uma imensa saudade,
nos minutos de despedida,
A permanência e convivência
“Machadiana”
Foi tão bela e regeneradora de espírito,
Como o céu desse belo extremo sul.
Uma semana cosmopolita,
Internacionalista,
Hospitaleira,
Risonha,
E Amorosa.
De deliciosas conversas,
prazerosas descobertas
gostosas discussões políticas.
Semana de uma primeira imersão na América Latina,
Na descoberta do povo negro do Rio Grande do Sul,
Da paixão futebolística,
Do Bra-Pel ao Gre-Nal.
Em meio a rodas para tomar chimarrão
Ao domingo de sol com um delicioso churrasco,
Aos doces pelotenses,
As visitas no laranjal,
As conversas no café da manhã,
As imensas reuniões no almoço e a tardinha.
Saudades,
De dias e noites tão gostosas
Com novos “tias” e “tios”,
E creio, se me permitem, novos amigos.
terça-feira, fevereiro 05, 2008
A Verdadeira Face
Descia o sangue dos afro-latinos
Nas encruzilhadas da cidade
Negrinhos de pouca idade
Com seus corpos, energia e mentes adoecidas.
Nas fachadas dos prédios
A dor da escravidão
No passado de progresso
Que progresso?
A ordem e o progresso
Sempre foram
A dor da maioria
O mais belo não é reivindicar,
Nem se inspirar nesses dias passados.
Esse passado
Deve ser lembrado para esquecermos o progresso,
E pensarmos no homem e nas mulheres,
Na igualdade e liberdade.
Olhar
O céu azul e estrelado
E cultivar o que povo ensinou:
Resistência
Das práticas cotidianas desses dias
A hospitalidade
Recheada
Com Doces, Churrasco, Chimarrão...
No Bar Liberdade,
apresentado por Roger e Ana Helena,
(se me permitem, dois novos amigos)
O samba e o choro
Remonta a negritude,
Sempre negada pelo discurso único e dominante...
No Bar Cruz de Malta
As marcas das histórias da juventude,
Das risadas a sérias discussões....
Nas histórias da juventude
Machadiana,
Participação política
Em alta ebulição...
Pelotas
Os pampas...hoje asfixiados
Pelos arames de titânio.
Na cidade
Das encruzilhadas,
O sangue negro e indígena
O sangue gaúcho.
Nas cores da bandeira
A referência
Aos povos irmãos
Argentinos e Uruguaios
A cidade sobrevive
E por detrás dos casarões
Escondem a dor e a luta
Dos escravos
E dos índios,
Que vagando sobre os pampas,
Sobre as pelotas
Depois das batalhas perdidas
Formaram o Gaúcho....
A marca da escravidão
Encontra-se nas esquinas,
Logo na rodoviária...
Suas longas e retilíneas avenidas e ruas
Levam a cidade ao passado
E a trazem de volta ao futuro.
O sangue latino
Corre na veia
Desse povo guerreiro
(charruas, quilombolas, operários)
E hospitaleiro.
Esses condenados da terra
que pelejam
para deixar para trás
o pensamento colonial...
de submissão.
Brasil?
Não! Lá é Latino América.
quinta-feira, janeiro 31, 2008
De Volta....
Até Breve....
quarta-feira, dezembro 19, 2007
Piada por piada...
Piada por piada...
Carta de reiteração à deliberação do ICHF!
Senhores professores,
A universidade passa por um momento maravilhoso. Temos uma ótima biblioteca, comparável a do senado americano, quiçá do Vaticano. O acervo chega a ser maior do que a de Alexandria. Podemos ainda nos gabar de termos excelentes quartos na nossa moradia estudantil, muito bem localizada, tendo uma aprazível vista para a baía mais bela do mundo, a ponto dos moradores de Camboínhas e da Praia de Icaraí ficarem com inveja. A Sorbonne disse que é covardia.
Se não bastasse, ainda temos um verdadeiro banquete duas vezes ao dia, com sucos, sobremesas, saladas e os mais diversos pratos. O que justifica o fato dos executivos da ampla, em algumas ocasiões, fazerem suas refeições diárias em nosso restaurante universitário. No final da refeição, nos deleitamos com um saboroso, aromático e encorpado cafezinho, tipo exportação (extraforte).
Não esqueçamos das nossas maravilhosas salas de aula, além do fato de todos os estudantes terem bolsas de pesquisa, extensão e monitoria. A situação é tão favorável que a principal preocupação e discussão entre nossos professores é decidir sobre a construção de uma cafeteria. Em qual local aprazível e possuidor da mais bela vista da enseada do Gragoatá ela será erguida? A concessão da cefeteria será dada à Star Bucks ou ao McCafé?
Dessa forma, estamos imensamente satisfeitos com as atitudes do colegiado e com os serviços prestados à nossa idílica Universidade.
Saudações,
Comitê Central da Organização Internacional Combativa, Revolucionária, Camponesa, Operária e Estudantil, Anarco - Malucada.
OBS: A situação é séria. Em uma Universidade sem moradia estudantil, com biblioteca em péssimas condições e com um restaurante universitário de péssima qualidade, direcionar R$ 35.000 para a construção de uma cafeteria “em local aprazível e com uma bela vista” só pode ser encarado como piada, blasfêmia, chacota, mentirinha, kaô kaô, 1° de Abril, ou qualquer outra expressão da mesma natureza.
PERMANECER NESSA SITUAÇÃO NÃO DÁ MAIS!!!
OCUPAÇÃO DO ICHF JÁ!!!
EXIGÊNCIA DO RETORNO À SANIDADE MENTAL DOS PROFESSORES!!!
sexta-feira, agosto 11, 2006
Canto Geral de Felicidade

Marijuana
Futebol
Cerveja, Vinho, Zoação
Pink Floyd
Baila, Baila querido
Não Surta Não
Volta Redonda Está Contigo
Titilia, Tililia querida
Zé do Boné, Jimy Robow,
Toni Motoca, Xeropa,
Guga, Sorin, Alemão
Conselho Ancião
Dread Grande Amigo
Portuga, o colonizador
Maninha Aline, Marianinha...
Betão, The Golden Cotoco
Gaucho...106 Horas sem Banho
Bob Marlon... Toda galera
Canto a felicidade dessas amizades
Canto pelo prazer
De contar com vocês
Conto a imensa alegria
Que bate em meu peito
ao olhar os mais novos
numa verdadeira integração
Canto aos ventos que deslizam
nas madrugadas quentes do Rio
Nas madrugadas frias de Friburgo
O mesmo vento
O vento da amizade humilde
da felicidade sincera
Não faço ode ao saudosismo
Canto o agora
Homenageio o presente
Os bons e velhos guerreiros
E a agora a felicidade está presente
Faço esse segundo
Com um tom mais alegre,
Menos solene
Mais informal
Reflexo
De um sentimento mais coletivo
A ida...
brincadeiras,
músicas,
zoações,
batida,
As 29 horas,
Guerra e paz.
bagunça do alojamento,
Minha postura “disciplinada”
Como diz Betão:
"Do careta mais doidão"
GRENAL
Futebol
convenções
festas
bagunças
inúmeros encontros,
inúmeras rodas...
O aniversário de Titilia
reuniões da noites.
As risadas
O ENECS...
Porto Alegre...
A Volta
Os gritos de guerra
A cantoria
Os altinhos
Os bobinhos
longas paradas
descida da serra...
a falta de água e comida
COLETIVIZA
Canto a felicidade
De estar com essa galera
Dessa amizade
Sem tempo
Que não seja amor de carnaval
Nem quarta feira de cinza
Que não seja festa de ano novo
Que seja uma eterna viagem
Uma eterna integração
Uma sincera e leal celebração
Daqueles que acreditam em um novo amanhecer...
e entardecer (no gragoatá)
Rômulo de Souza Castro (Romuluneta) 10 de agosto de 2006
quarta-feira, agosto 09, 2006
Homenagens e ENECS POA 2006

Mais uma viagem
Pelo sul do Brasil
POA é mais carioca
Para mim
Que pensei que 2005 seria
A última....
Essa viagem foi o máximo
Triste por ter que partir
Lembranças que sempre virão
De uma semana na baixa temperatura
De Porto Alegre
Aquecida pela imensa
Energia
Desta galera sensacional.
A cada viagem
Novas pessoas
as amizades mais fortalecidas
infelizmente
estou partindo da UFF
mas não espero ficar longe de vocês
nem espero que vocês fiquem longe
Medo...
De perder contato
Com esse grande exército
De guerreiros, saltimbancos,
Essas palavras,
Um desabafo
Para mim,
Sair da convivência diária
É como entrar no Atacama,
A pé, sem água
Sair de espaço
Que ajudamos a construir
Esse pequeno quilombo,
Pequena tenda,
Pequeno conselho,
Estádio...
Um único e múltiplo espaço.
Anos de convivência
de divertimento
discussões sérias
e derrepente....
tenho que ir....
vou com saudades não da instituição UFF
vou com saudades de vocês
jovens companheiros com sonhos e práticas iguais
a cidade, no separa espacialmente
fico a divagar
sobre – para mim – dolorosa separação
espacial,
daqui um tempo
todos estarão em outras trilhas...
Quero estar sempre com vocês
Nas lutas e comemorações
Nas viagens e festas
Não dá para esquecer momentos felizes
Intensos
Constituindo relações sem interesses
Formando uma grande amizade
Força coletiva impulsionadora
Que forma um astro de luz própria
Uma TAZ Eterna
Talvez, um dia
Essa geração seja mais uma lenda
Uma forte lenda
De uma gostosa vivência
Que explode
A sociedade dos indivíduos
(Cai por terra toda essa podre sociedade)
Gostosas risadas,
Hinos de guerras, brincadeiras
Discussões, decisões,
Aspirações em comum
A galera mais da antiga
Tenho cada vez mais apreço
Guga Night Club, Alemão, Sorin,
Tomate, Aline, Betão, Marlon
com uns cada dia mais amizades
Cecília, Mariana, Fred Zé do Bone,
Portuga, Felipe, Xeropa, Gaúcho,
Baila (Oh meu Mengão), Frodo, Miguel
Portuga, Felipe Dread,
outros, novos colegas
Rafaelle, Erica, Manuela, Fred, Pamella
Tick, Bruno,
A galera mais nova,
A qual pouco conhecia
Espero que tenham aproveitado
Maravilhosa experiência
(prestem atenção)
Nessa grande galera
Galera, Galera querida
Mais que um momento que passa
Espero que seja duradoura
Essa nossa epopéia
Rômulo de Souza Castro (Romuluneta) 07 de agosto de 2006
sexta-feira, setembro 09, 2005
A Última Geração (Homenagem aos Amigos)
Construção de identidade.
História
Dessa geração
Que marcou o Varjão.
Amizade
Que formou e forma
O caráter
De um grupo de amigos
Talvez o último
Com essa união.
Encaramos
Os momentos de mudança
E os enfrentamos
Da nossa forma (sem perceber)
E agora que os ventos de uma nova sociedade
Chegaram a cidade
Derrubando
A velha cidade operária
E ainda permanece
Esse grupos de amigos
Ainda um pouco reunido.
Nas ruas de paralelos
E nas casas de veraneio
Muitas história.
Muito futebol nessa rua
De outrora,
Sempre Aurora.
Quem era Aurora Silveira?
Porque não Rua dos Amigos!
Nessa rua e na praça,
Muitas histórias.
Muitas Brigas, Risadas, conversas
E peladas.
Os primeiros beijos nas meninas
Nas festinhas americanas
E de aniversário
o vôlei... e aquelas irmãs...
Naquele tempo,
Tínhamos nossos estádios
Eram até muitos
Onde a bola corria
Quase todo dia.
No verão e no inverno
Guerra de “tufts”
De mamona (que acabou)
E os piques
Que varavam a noite
E acabavam
Quando o bar fechava
Ou a mãe chamava
E também havia,
Muito suco de groselha.
Campeonato de Botão
E bola no portão
Os mais velhos reclamando
E a gente nem se importando.
O tempo foi passando.
Festas e noitadas
E as primeiras garotas
E de uma conversa
Surgiu nosso time de futebol
Durante três anos
Assombrando a região
O Expresso do Varjão.
Nas zuadas
Muita diversão
Bebedeiras, porres
E mulheres
Eram as nossas madrugadas
Só existimos enquanto indivíduos
Mas só somos alguém enquanto amigos
Que marcarão
a história do bairro e região
como não lembrar
das peladas de sábado
entre cônego e o varjão.
(nossos eternos fregueses)
Como não lembrar
Do bar do João
Lugar de encontro
Para nossas reuniões.
O que será desse bairro,
Um tanto modificado.
Nas férias em RZ
O varjão viaja
Da serra para o mar
Porque a galera toda ia
A cidade
se transforma
Mas a amizade permanecer
As palavras não dão conta
De homenagear
Os amigos.
Hoje cada um em seu rumo
Mas eu não esqueço
Os amigos
Do coração:
Bruno, Dudu,
Adriano, Cassiano,
Uruguai, Cazé
Vinícius, Wallace
Sthefâne
E não podemos esquecer
Hugo, Bil, Marcinho e Rodrigo
Talvez sejamos
A última grande geração
Desse lugar
Chamado
Varjão.
Eterna Amizade
Do interior e da metrópole
Esse espaço,
A conexão de várias relações
E emoções
De várias pessoas convivendo
Hoje
Amigos
Para todos os momentos.
Das greves e paralisações
As aulas e palestras
Das festas, risadas e diversões
As reuniões e discussões
A amizade foi estabelecida
Entre os indivíduos
Apesar de muitos diferente
Que sem ser dar conta
Criou rituais e atitudes coletivas
Uma grande aldeia metropolitana
Com ares de um ar interior hi tech
Um mundo de diferenças
Que se constrói
Uma união
De várias gerações.
Entre os prédios, os paralelos,
as árvores, o verde e o mar
a constituição
de relações fraternas.
A convivência entre todos
Uma vida de aprendizado
Na convivência com esses meus amigos
Encontrados na beira da baía
Onde outrora um povo sorria.
Dos temas mais acadêmicos
As mais diversas divagações
Momentos contínuos de felicidade.
Alegria que contagia
Quando encontro tão forte energia
Concentrada nesse pequeno lugar.
Saltimbancos conflitos e confluências
Uma atitude formamos
Libertados das correntes
Ocupando essa Universidade
Formando uma forte comunidade
Quilombola e circense
Remamos contra maré
Da sociedade individual.
Quatro anos inesquecíveis
Que não devem terminar
Quando sairmos com Canudos,
Tamanha é a intensidade
E vivacidade
Dessas amizades
Que deslocaram
O eixo da terra.
Frente a essa urbis paranóica
Nossa comunidade delirante
Fez crescer vários expoentes
Criando momentos
Que marcam
Para sempre:
Festas, rodas de samba,
churrascos, semanas, Cervejas,
aniversários, piadas, Risadas,
Futebol, Sangue e Suor, Pé Preto, Copa de Golzinho,
Viagens, Calouradas, Greves,
debates, palestras, seminários,
DA, assembléias, Passeatas, atos...
Constantes vitórias
Mais forte que as forças da natureza
É amizade
Dessa comunidade:
Tunico Palana, o Grande Mestre
e Camila, a sacerdotisa
Raquel Índia(Camarada da Serra)
Lessinha, “Craudinha”,
Chuchu, Camille, Gnomo e Sabrina,
Marília, Fernanda e Wladimir
Sergio e Carol
João Fox, Aline, Gil e Jefferson
Rodolfo, Bruno Pantrho, Night Club,
Carol Malabar, Natália e Mineiro
Saulo, Bruner, Marlon, Marcos e Miguel
Tumati, Humberto, Maria Clara
Tati e Betão Golden Cotoco
Glauber, Fábio Flu, Romário,
Gaúcho e Leandro.
E a galera da Antiga,
Pequeno e Janaína,
Andrezinho, Mari F, Augusto, Carla.
Uma homenagem a esse eterno tempo
A esse eterna amizade
Que insisti em existir
Apesar desta sociedade.
Rômulo de Souza Castro (8º Período)

