segunda-feira, julho 13, 2009

Honduras

O golpe realizado em Honduras consiste basicamente em uma disputa entre as frações internas da burguesia. O presidente deposto devido aos seus programas sociais e relações econômicas com a Venezuela e sociais com Cuba, programa de alfabetização, contrariou interesses da burguesia local, principalmente da empresas maquiladoras.
O grande problema é que o golpe em Honduras pode inaugurar uma onda de novos golpes em toda América Latina. Para o Movimento Social uma ditadura é bem pior que a falsa "Democracia Liberal-Burguesa".

Mais informações no Especial Sobre o Golpe em Honduras no site:

http://www.rebelion.org/apartado.php?id=326

Software Livre

TECNOLOGIA

Com Licença, sim?

A disputa entre aqueles que defendem o uso dos softwares livres e dos que utilizam o softwares proprietários não envolve apenas questões tecnológicas. A escolha do usuário tem efeitos na política, na economia e no desenvolvimento sustentável de um país como o Brasil.


Le Monde Diplomatique ( Cintia Guedes e Mateus Araujo)


Matéria Completa: http://diplo.uol.com.br/2009-05,a2845


sexta-feira, julho 03, 2009

Sugestão de Filmes

Valsa Com Bashir (Waltz with Bashir), Ari Folman

http://www.youtube.com/watch?v=Ak_2NWhr_g4

uma animação que a partir de memórias, reconstruídas, de um Soldado Israelense vai relembrando o massacre contra o povo palestino no Líbano dos anos 80.
Muito Bom!!

quinta-feira, julho 02, 2009

segunda-feira, junho 22, 2009

Irã

Tudo que acontece hoje no Irã remonta a década de 50. Isso porque em 1953 ocorria uma campanha de nacionalização das riquezas minerais. ASsim, de um lado os governo americanos e britânicos que defendiam os interesses de suas petrolíferas, como a Anglo-American Oil Company, e apoiavam o Xá Reza Pahlavi, e de outro o primeiro ministro nacionalista Mohammed Mossadegh.
Com isso deu-se um golpe com apoio da CIA e KGB em Mossadegh. Durante mais de 20 anos uma coalização de diversos grupos políticos, de Islâmicos Políticos a Comunistas passaram a atuar contra o governo do Xá.
Em 1979, explode a Revolução Iraniana com o retorno do exílio do Aiatolá Khomeini que contará com apoio socialista, comunista, nacionalista e liberal.
A ala islâmica da coalisão começa então a esmagar todo os outros grupos contrários a uma República Islâmica. Nos anos 80 se inicia uma Guerra entre Irã e Iraque, de Saddam, financiada pelos Estados Unidos.
Atualmente ocorre uma fissura na elite político-religiosa do país, com o Mir Hossein Mossavi, ex primeiro ministro na década de 80, enfrentando o aitolá Ali Khamenei que apoia o atual presidente, Mahmoud Ahmadinejad, um ex-militar.

A animação Persepolis, de 2007, de Marjane Satrapi e Vincent Paronnaud, que baseia-se nos quatro volumes da novela gráfica autobiográfica de Satrapi com o mesmo título, conta a história do Irã contemporâneo através da história de vida de uma criança.

Outro filme que em apenas uma cena ilustra bem o golpe de 1953, é Mundo Livre S.A (It's a Free World...), do britânico Ken Loach.

Mais artigos:
De Mossadegh a Ahmadinejad. A CIA e o Laboratório Iraniano

http://www.resistir.info/irao/meyssan_17jun09.html

Irã: A mentira das "eleições roubadas"

http://www.resistir.info/petras/petras_18jun09.html

Irã, inimigo número um do Ocidente?, Alastair Crooke

http://diplo.uol.com.br/2009-02,a2790

sábado, junho 20, 2009

O Capital marcha "tranquilim"

A Vale demitiu cerca de 500 operários em Minas Gerais, na Mina MBR e em Itabira e em Carajás, no Pará.
No Paraná a Bosch demitiu cerca de 900 operários.

sábado, junho 06, 2009

" Aprendi que um homem só tem o direito de olhar um outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-se"
Gabriel Garcia Márquez

quinta-feira, junho 04, 2009

Anúncio

Os tambores anunciarão:
“o povo se rebelou”
Nesse mundão.
Révolte
revolta,
revolt,
revuelta,
rivolta,
εξέγερση,
تمرد

Rômulo Castro

20 anos de Tiananmen

A imagem acima é uma estátua representando a liberdade nos protestos de Tiananmen, em 04 de junho de 1989.
O massacre de Tiananmen, conhecido como massacre da Paz Celestial, foi determinante para estabilidade do Estado Chinês. Lembrem-se que o final dos anos 80 era o momento de crise do "Socialismo Real", que poucos meses depois cairia o Muro de Berlim e as ideias neoliberais consolidadas.
Também não podemos esquecer que o Dragão teve um importante aliado em seu retorno, os Estados Unidos. A política americana pós-Vietnã teve como principal aliado a China. Portanto, o massacre de 1989 representou a consolidação do capitalismo e do Estado - e sua nomenklatura.
mais informações:

Isso é o capital

A empresa suíça Glencore administrará a Agrenco, empresa brasileira de agronegócio.

A Medley, empresa farmacêutica, foi comprada pela Francesa Sanofi-Aventis.

Na França, o desemprego na População Economicamente Ativa é de 8,8%, segundo estatísticas oficiais.

segunda-feira, junho 01, 2009

Mais KAPITAL

O Grupo MARFRIG (Frigorifico), que abastece 70% das churrascarias do país, possui abatedouros de Frango no Reino Unido, exporta Ovinos do Uruguai e distribui carne no Chile, está negociando a fusão com o Grupo Bertin, que possui cortumes no Brasil, Uruguai e Argentina e é o principal controlador da maior firma da indústria italiana de embutidos.

A MARFRIG é a maior empresa privada do Uruguai. É controlada pela MMS Participações (50,44%) e o BNDES Par tem 14,66. O grupo Osi possui 7,57 e outros acionistas 27,13%.

A empresa possui uma central de distribuição em Santo André, 13 plantas de abate (9 no Brasil, 3 no Uruguai e uma na Argentina), 7 de industrializados e processados (cinco no Brasil, uma no Uruguai e uma no Chile) e 2 tradings (Chile e Reino Unido), com capacidade de abate diário de 13.700 cabeças.
O Grupo Marfrig tem 15 mil trabalhadores.

A JBS (FRIBOI) adquiriu a Five Rivers Cattle Feeding, dos EUA, de confinamento de gados.

A GM anunciou sua concordata e uma dívida de 172 bilhões de doláres. Agora os controladores da empresa serão: governo dos EUA (60%), governo do Canadá (12,5%), Sindicato dos Trabalhadores - UAW (17,5%) e 10% para outros credores.
A GM já utilizou 50 bilhões de doláres do governo Americano. Agora a empresa ficará com as seguintes marcas: Chevrolet, Cadillac, GMC e Buick.
Ainda assim serão demitidos mais 8 mil operários.
A OPEL, marca da GM na Europa, foi vendida para a empresa de autopeças Magna, do Canadá.

A Chrysler também teve seus ativos distribuídos para: fundos de pensão dos aposentado da empresa (55%), Fiat (20%) e o restante para o governo dos EUA e Canadá.

É interessante notar que todo esse processo de demissão e reestruturação das duas empresas, com mudança do controle da propriedade do capital é totalmente dirigido pelo Estado Norte Americano.
Essa crise demonstrou que o Estado se fortaleceu ainda mais e que a classe trabalhadora está totalmente desorganizada.

Sinais de um Tempo

Por todo mundo

As estrelas nem brilham.

A luz fosca,

Um zumbindo,

Uma mosca.

Um mundo de cabeças ocas,

Sem ocas.

O povo jogado

Em uma fossa abissal.

Sinais de um tempo em mudança,

Velhos fracassados, jovens perdidos.

Milhares de cores e sons

Tumultuam nossos cérebros.

Nos edifícios, Palácios-Mansões

Importantes.

O povo impotente

E a sua vida bebida

Em uma taça imponente.


Rômulo Castro

sexta-feira, maio 29, 2009

"Não se deixar cooptar, não se deixar liquidar e garanta vitórias para o povo" - Florestan Fernandes (1920-1995)

quinta-feira, maio 28, 2009

"O poder é como violino: se pega com a esquerda e se toca com a direita"
Ditado na Bacia do Prata

A Marcha do Capital

Unibanco e Itaú anunciam Fusão.

A Perdigão anuncia compra da Sadia, formando a Brasil Foods.

A Sanofi-Aventis inicia o processo de aquisição da Medley.

Banco do Brasil compra Nossa Caixa e Banco Votorantin.

Demissão de mais de 4000 operários na EMBRAER

Demissão de mais 800 na USIMINAS no mês de maio.

A NIKON, japonesa, demite 1000 funcionários com contrato temporário.

sábado, janeiro 03, 2009

Todo Apoio a Resistência Palestina!!!

TODO PODER AO POVO PALESTINO!
FORA ISRAEL NAZISTA!

terça-feira, setembro 23, 2008

Sobre as Eleições...

É verdade que, em dia de eleição, mesmo a burguesia mais orgulhosa, se tiver ambição política deve curvar-se diante de sua Majestade, a Soberania Popular. Mas, terminada a eleição, o povo volta ao trabalho, e a burguesia, a seus lucrativos negócios e às intrigas políticas. Não se encontram e não se reconhecem mais. Como se pode esperar que o povo, oprimido pelo trabalho e ignorante da maioria dos problemas, supervisione as ações de seus representantes? Na realidade, o controle exercido pelos eleitores aos seus representantes eleitos é pura ficção, já que no sistema representativo, o controle popular é apenas uma garantia da liberdade do povo, é evidente que tal liberdade não é mais do que ficção”
“... O sufrágio universal, como ia dizendo, é a exibição ao mesmo tempo mais ampla e refinada do charlatanismo político do Estado; um instrumento perigoso, sem duvida, e que exige uma grande habilidade da parte de quem o utiliza, mas que, se souber servir-se dele, é o meio mais seguro de fazer com que as massas cooperem na edificação de sua própria prisão.”
Mikhail Bakunin

"Quem quer que seja que ponha as mãos sobre mim, para me governar, é um usurpador, um tirano. Eu o declaro meu inimigo” (Proudhon)


quarta-feira, junho 04, 2008

Nova Friburgo 200 anos: 100 anos de autocracia burguesa.

"tão logo se tornem governantes ou representantes do povo, cessarão de ser operários e pôr-se-ão a observar o mundo proletário de cima do Estado; não mais representarão o povo, mas a si mesmos e suas pretensões de governa-lo"
Mikhail Bakunin


A comemoração dos 190 anos da fundação da cidade foi marcada pelo lançamento da campanha dos 200 anos do município. As associações da classe capitalista na cidade (ACIANF, FIRJAN, etc) em conjunto com outras organizações já começaram a comemorar. O anacronismo e arcaísmo dos progressistas da cidade são expressos na visita do suposto príncipe em visita a cidade.
A arcaísmo/anacronismo dessas comemorações me deixa cada vez mais surpreso. Não que me assuste, apenas confirma minhas convicções. Por isso, desde século XIX, Bakunin já defendia a atuação operária fora da política burguesa, ou seja, do estado e do parlamento.
Há cem anos atrás começaram a construção de um mito de origem, que ficou impresso no hino da cidade. Esse mito em nada tem haver com a experiência das classes subalternas, dos camponeses, sitiantes, escravos – depois ex-escravos - e trabalhadores agrícolas. E depois se criou uma ideologia (no sentido marxista) para encobrir os conflitos de classe e a constante exploração e opressão sobre os novos operários.
Para tristeza dos ideólogos do projeto liberal a transformação de um amontoado de indivíduos, ou como diria Gramsci, das classes subalternas, em Classe Operária foi muito rápido. Já em 1918, talvez com os ventos da Revolução que assolava o mundo, irrompe uma greve nas fábricas do empresário Julios Arp.
A Classe Operária se autoconstruiu, mas infelizmente não ao ponto de questionar a autocracia burguesa. Isso porque o sindicalismo de estado, implantado por Vargas, a repressão sobre os comunistas da Ditadura Varguista e na Ditadura Civil-Militar (64-89), fora a forte repressão sobre os militantes combativos impediu a vitória da classe operária. Fora os problemas internos e a linha política idealista do PCB.
Em 1964, o golpe sobre os trabalhadores, leva ao trono da cidade Heródoto Bento de Mello, que contraditoriamente, se é que podemos falar disso da burguesia e seus aliados, é o propagador, defensor da Suíça Brasileira. Funcionário do DER logo o liberal assumiu o cargo de ditador da Suíça Brasileira.
Nesse momento há uma ruptura com o processo de formação da classe. Sem projeto, ou força coletiva, que expressasse o "poder operário", mesmo na conjuntura dos anos 80.
Ao contrário da propagada ideológica do "Paraíso Capitalista" o longo ciclo de dominação transformou-se em uma decadência, decorrente da crise dos anos 80 e posteriormente do setor têxtil. Não que a exploração cessasse. Paraíso Capitalista significa a exploração e dominação de forma consentida pelos operários, e isso mudará no final da década de 90.
No inicio dos anos 90, a velha classe operária está destruída. Depois de 25 anos de ditadura, interiorizado um modo de dominação, ela é abalada pelas demissões, fechamento de fábricas e perda do seu modo de sociabilidade. Poucos enriqueceram com a desgraça de centenas de operários e operárias, e uns poucos hoje são empresários a escravizar as costureiras. Isso é assunto para outra debate.
No final dos anos 90, os filhos dos trabalhadores organizam imensas mobilizações pelo passe livre, diminuição da passagem, contra a privatização da AMAE, mas se a consciência das possibilidades de suas ações, as vitórias são bem reduzidas, mas demonstra o poder da classe trabalhadora que só podem contar consigo mesmas e com as ruas e barricadas, porque essas nunca a traíram.
Por enquanto a autocracia burguesa continua, até quando? Não sei. Espero que por pouco tempo.

"Privatizaram sua vida, seu trabalho, sua hora de amar e seu direito de pensar. É da empresa privada o seu passo em frente, seu pão e seu salário. E agora não contente querem privatizar o conhecimento, a sabedoria, o pensamento, que só à humanidade pertence."
Bertolt Brecht

"O povo não deve temer seu governos. Mas o governo deve temer seu povo" - "V", na HQ de V for Vendetta

Duzentos anos: para quem? Parte I (rascunho)

Faltam dez anos para completar duzentos anos da fundação da cidade de Nova Friburgo. A imprensa da cidade, os empresários e os grupos políticos dominantes estão proclamando a comemoração dos duzentos anos da cidade. De “Suíça Brasileira”, depois “Paraíso Capitalista” e agora “Capital da Moda Intima” devemos nos perguntar duzentos anos para quem?
A Classe Operária foi destruída por questões políticas e econômicas locais, nacionais e mundiais. Hoje já não tem mais a força que um dia, em tese, teve. A Classe Operária não foi ao paraíso, aquela Classe que começou a ser formada no inicio do século perdeu a luta de classes. Isso, luta de classes. E para aqueles empresários, juízes, comerciantes, deputados estudais e federais, vereadores, burocratas sindicais, tecnocratas que falam em coesão social, e acreditam que a luta de classes morreu, aí vai um alerta....Não comemorem tão antecipadamente, porque perdermos uma primeira parte do jogo.
Não acredito em caridade, e se um comerciante-deputado distribui sorrisos, emendas e agrados políticos-econômicos é porque seu único interesse é dominar. Ainda que isto seja inconscientemente. É bom lembrar que o empresário enriquece a partir da exploração efetiva sobre o trabalhador. Para não deixar dúvidas. Ele explora. Ele domina. Não houve nenhuma refutação cientifica da Teoria do Valor Trabalho.
Então essa comemoração resgata a história de quem? A nossa história? Não. Ela resgata a história da louvação, do progresso. Nós somos os filhos oprimidos e explorados desta colônia suíça que FRACASSOU, somos, em parte, descendentes de CAMPONESES POBRES, de ex-escravos, que formaram a Classe Operária.
Os empresários e a elite política hoje encontram uma classe sem classe, uma classe subalterna de costureiras, comerciários e metalúrgicos que não se olham enquanto classe antogônica a esses vampiros modernos. “Nós somos os produtores” nascidos desta sociedade exploração.
E a nova geração? A minha e as que chegam agora no mundo real? De maneira geral uma parte trabalhará no comércio e nas poucas indústrias. As mulheres continuaram sua dura jornada tripla de trabalho (casa-estudo-trabalho), principalmente exploradas em confecções.
A cidade cresce e ouvimos o chororó do crescimento de “favelas” e bairros pobres. Mas aqueles que reclamam não entendem que a questão da habitação está associada aos baixos salários e a especulação imobiliária.
As chuvas de janeiro de 2007 vieram, passaram, destruíram....e a população pobre, oprimida, se levanta, ou tenta se levantar contra empresários e políticos que sentados em seus escritórios e gabinetes, em suas confortáveis casas em belíssimos locais não dão a mínima para os trabalhadores, a não ser quando ele não vai bater cartão.
Mas nós, Netos e Filhos da Classe Operária temos que re-construir sob os escombros da velha a nova Classe Operária, mas firme, convicta e radical em suas aspirações de libertação da humanidade, de destruição dos capitalistas. E não se esqueçam de 2000, pois tem uma geração de filhos e netos de operários que não se esqueceram.

Em lembrança a 1968....

Notre espoir ne peut venir que des sans-espoir. (Hall Sciences Po.) (A nossa esperança não pode vir senão dos desesperados)
Nós somos ratos (talvez) e mordemos.
Não me libertem, eu encarrego-me disso
Não reivindicaremos nada. Não pediremos nada. Conquistaremos.
Ocuparemos